terça-feira, 4 de setembro de 2018

Entre cervejas e lembranças

Quase todo fim de semana, quando resolvemos fazer algum jantar especial, seja o prato ou os acompanhamentos tem nos feito lembrar de alguma coisa que vivemos ou vimos na Europa.

Em um desses últimos fins de semana, em uma crise de abstinência e saudade, resolvemos comprar uma cerveja belga. Aqui na Austrália existem boas cervejas artesanais, mas eu ainda prefiro o vinho local, mas é possível encontrar cervejas de outros lugares do mundo, ainda bem.

Uma dessas e a La Chouffe, minha cerveja belga favorita, e que encontramos num preço não tão camarada, mas possível pra matar a saudade.  O primeiro gole me fez voltar pra dezembro de 2015, quando tive a oportunidade e privilégio de conhecer a Belgica. Um país pequeno, mas tão lindo quanto a cor de sua cerveja kkkkkkkk.

Linda mesmo fria e sem sol

Nossa viagem foi de trem de Groningen, no norte da Holanda, onde moravamos, até Brugge, a cidade que escolhemos conhecer primeiro e passar uns dias. Tivemos que trocar de trem em Antuerpia, uma cidade importante da Bélgica que pede o meu retorno com mais tempo. Sem nem sabermos comemos o melhor cachorro quente da minha vida (bradwurst), o famoso pão com linguiça e cebola caramelizada em uma das consideradas mais belas estações de trem da Europa. A viagem já estava valendo a pena.

A fome era tanta que nem deu tempo de registrar o bardwurst, mas a estação deu

Brugge foi tudo além do que esperava, certamente uma das cidades mais lindas que já fui, com aquela aparência de cidade que você imagina quando se vê em uma viagem pela Europa, pelo menos eu imaginava: tudo no lugar de uma maneira única (não necessariamente organizada), fria, antiga e com um charme digno de conto de fadas.

Matei um pouco a saudade do francês la, afinal em Brugge se falam 3 línguas o frances, o flamenco e o holandes, mas oficialmente a língua la e o flamengo, uma mistura maluca de frances, holandes e um pouco de não entendi.

Chegamos na semana entre o Natal e o ano novo então ainda tinha a feirinha de natal, as cidades europeias tem feirinhas locais de artesanato e comida nessa época (quase como uma festa junina brasileira, ou seja, bom demais) e são um dos principais motivos que eu indico ir nessa época se alguém me pergunta. Vinho quente, chocolate quente, bradwurst e cerveja, claro.

Feirinhas de Natal européias são minha parte favorita do continente


Comemos a melhor batata frita local sem querer, numa barraquinha nada bonitinha na praça principal da cidade, batata frita a famosa French Fries, so tem a França no nome, mas ela vem originalmente da Belgica, o país das delícias. Mas o que ela tem de diferente? Sei la! Comi ótimas batatas fritas na Holanda também, no mesmo estilo belga, mas essa era indescritivel, me desculpem batatinhas por ai.

Cervejarias lindas, quentinhas e baratas com as melhores cervejas que alguém pode provar. Aposto como mesmo quem diz "Não gosto de cerveja" somente o diz porque nunca esteve na Belgica.


Assim como a cerveja, o chocolate belga lá era só chocolate, barato e perfeito, os famosos pralines eram vendidos a preços bem baratos para o nosso deleite e na recepção do hotel que ficamos eles ofereciam chocolate gratuito em quantidades bem belgas, ou seja, generosas.

Brugge e uma cidade encantadora, te faz querer chorar com sua beleza, seus sabores, o cheiro de chocolate enquanto você anda entre carroagens e casinhas com luzinhas amarelinhas e confortaveis.

Ela já estava perfeita assim, mesmo com o frio cortante, de não sentir os lábios ou os dedos que pegavam as batatinhas do cone meio na sorte, quando já estávamos no hotel, tentando nos aquecer com os chocolates da recepção, começou a never. O quanto eu podia amar ainda mais essa cidade?

Mas como a vida não é perfeita, tivemos que nos despedir de Brugge e partimos, com uma paradinha estratégica de algumas horas em Bruxelas, com um frio de 14 abaixo de 0 ao meio dia, mas com a iluminação de geladeira (ilumina mas nao esquenta) do sol, comemos mais batata frita, tomamos mais cervejas e comemos mais chocolates, enquanto nos divertíamos com seus murais famosos e nos emocionavamos com a beleza da praça principal da cidade, a Grand Place.

A minha passagem pela Bélgica foi tão curta quanto esse post, tive outras experiências gostosas pela Bélgica mas quis apenas falar das memórias que me vieram a tona com o gole de Chouffe naquele sábado a noite australiano. Uma viagem cheia de encantos, magia e sabor.

Viva a Belgica!


sábado, 21 de janeiro de 2017

Trabalhando de coração e mente abertos...

As mudanças continuam por aqui...

Aqui estou depois de um bom tempo,  na verdade nem quis ver quando foi a última postagem para não me decepcionar comigo mesma.

Por aqui tenho trabalhado muito, em algo que nunca imaginei (ou sonhei) pra mim,  mas me entenda,  não é algo negativo.  Viver fora proporciona inclusive experiências como esta,  viver algo que nunca esteve nos planos.  Talvez algum forasteiro esteja lendo e não me conheça,  sou Bióloga com mestrado em Genética e Evolução.

Isso mudou muito minha forma de ver as coisas ao meu redor,  as pessoas,  a mim mesma inclusive.  Revi meus gostos,  meus planos e tenho repensado minha carreira.  É um pouco assustador,  afinal estou nos quase 31 anos,  mas vejamos este número como um detalhe, somos outra geração.

Desde que cheguei em Sydney (precisamente depois de 1 mês e 20 dias de Austrália)  trabalho em café. Meu cargo sempre foi o mesmo,  all rounder,  ou o bom é velho "faz tudo",  muito comum em cafés por aqui. Faço desde a comida, passando pelo atendimento e caixa,  café,  organização e limpeza.
Aprendi a fazer café trabalhando,  mas também fiz curso e é bem legal! 

No primeiro café,  que era menor eu cheguei a cargo de manager (gerente) aos sábados,  o que foi uma ótima experiência pessoal. No atual,  maior e a 2 quadras da famosa Opera House,  também sou all rounder e agora responsável pelo controle dos doces e entregas,  o que é bem legal também, bem amplo e envolve bastante responsabilidade e novas experiências,  o que tem me feito bem.

Aprendi a gostar de trabalhar com o público e vivi algo que já havia pensado,  trabalhar com comida.  Nesse meio tempo aprendi muito sobre a cultura australiana,  um país apaixonado por café e meu inglês melhorou 90%, incluindo a pronúncia.

E outra coisa bem legal é que trabalho com gente do mundo todo,  já trabalhei com coreano,  suecos,  australianos,  gregos,  filipinos,  pessoas da Indonesia, tailandeses, argentino e conheci gente até da Mongólia! Aprendi e continuo aprendendo muito sobre várias culturas,  e o mais legal pra mim,  que somos todos iguais em coisas que nem imaginamos.

Até aqui, somente ganhos! Mude e aceite os caminhos que aparecem,  podem ser surpreendentes.

Ah,  na Europa também tive trabalhos beeeem diferentes e enriquecedores, conto em outros posts.








segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Sumiços e motivos

Nossa, por onde você andava?

Continuo aqui hahahahahaha, mas como já havia dito no começo, não é tão simples pra mim manter um blog atualizado. Mas aqui vão algumas tentativas de me explicar:

Eu tenho muitas idéias de coisas bacanas pra escrever, modestamente falando acho que vivi e tenho vivido muitas experiências legais, mesmo quando ainda morava no Brasil. Porém, eu ainda tenho receio (lê-se vergonha) do que as pessoas vão achar dos meus textos e da maneira como eu prefiro contar as coisas. Tanto é que eu não divulgo o blog tanto quanto pessoas fazem normalmente (poucas pessoas sabem da existência desse blog hahahahaha).

Além da vergonha, eu não me acho criativa para criar posts que falem das experiências que quero contar, pelo menos não de maneira divertida ou leve pra quem for ler. Por vezes começo a escrever e ao ler acho que ficou pesado e deixo pra depois, esse depois acaba sendo empurrado pra beeeem depois até nunca hahahahaha.

Vergonha e falta de criatividade talvez fossem já o bastante, mas ainda tem a questão da língua. Meu português anda bem mal das pernas, eu não tenho lido praticamente nada em português há quase um ano, leio algumas notícias e blogs e apenas isso. Livros, notícias mais consistentes eu leio em inglês, mas por decisão minha mesmo. Como moro em um país anglofônico, dou preferência ao meu inglês que também passa longe de ser perfeito e também não me sinto nada segura para escrever somente em inglês (vergonha duplicada).

Mas são todos problemas a serem resolvidos comigo mesma não é? E nada impossíveis de ser resolvidos, nada que com a ajuda da prática não sejam superados com o tempo.

:)

domingo, 20 de setembro de 2015

E Sydney?

Segunda dia 21, completaremos 2 meses em Sydney, em alguns momentos me parece que faz muito mais tempo que isso, em outros parece que chegamos ontem. Em dois meses nós nos mudamos 3 vezes, tivemos oportunidades que não aconteceram nos outros lugares, mas ao mesmo tempo ainda não conhecemos 2% do que essa cidade tem a oferecer.

As primeiras impressões 

Sydney é diferente de Grenoble e Groningen em muitas coisas - em quase todas elas pra ser sincera - é grande, agitada, cosmopolita, é metrópole, mas mesmo assim também não parece com São Paulo.
Como toda cidade grande, Sydney oferece uma infinidade de opções culturais, turísticas, e (o mais legal) de oportunidades.

Céu

A minha primeira vista de Sydney foi do avião, depois de mais de 30 horas de viagem, cerca de 20 delas voando, eu estava tão cansada que sentia cada pedaço do meu corpo gritando por uma cama, cada nervo pulsando por uma esticadinha nas costas e um travesseiro de verdade, um sono sem fim. Mesmo com todo o cansaço aquela cor avermelhada, alaranjada indescritivel vista da janela enquanto o avião pousava, do nascer de sol divino, recarregou minhas energias, me lembro de ter pensado "Se você nos recebeu com essas boas vindas Sydney, só espero coisas boas de ti"

No primeiro avião. Saindo de Roma para Abu Dhabi. Estavamos bem e descansados hahahahaha


O céu daqui certamente foi das coisas que mais me encantaram aqui, é limpo, estrelado, claro, uma mescla de cores durante o dia e no por do sol é de arrepiar, todo dia é um espetáculo!

Tudo azul

O pôr do sol visto a caminho de Balmain, o primeiro bairro que ficamos por aqui. (Foto do Beto)

Movimento

Sendo uma cidade grande (a maior da Austrália) claro que o ritmo da cidade seria diferente das nossas últimas experiências, muitos carros, gente pra todo lado atravessando grandes vias, mas em nenhum momento correndo, a cidade é organizada (apesar de muita gente acha-la desordenada) e as pessoas vivem o dia-a-dia sem desespero. Além de ser muito limpa!

CBD - Sydney City

O tal do Customer Service

As pessoas são muito educadas (exeção aos motoristas de ônibus hahahahaha) em todo lugar é praxe a pergunta "Como vc está hoje?" e um sorriso, acho uma atitude gentil e convidativa e em geral os serviços são todos ótimos, ainda não tivemos uma experiência ruim de consumo aqui.

Apesar de amarem cafés e terem bons cursos gastronômicos, a Austrália não tem muita comida típica. Nosso primeiro restaurante foi o Jamie's Italian do Jamie Oliver. Delicioso e serviço ótimo (preço tbem ;) )
Mão direita

Aqui na Austrália a mão da via é a direita, no começo é muito estranho e pode ser confuso na hora de atravessar, tem que redobrar a atenção. E eu ainda me assusto vendo uma criança ou alguém lendo no "banco do motorista" por alguns segundos hahahahahaha. 
Ainda nem me arrisquei no volante aqui, mas quero muito!

Parte da adaptação ao novo lar

A natureza

Sempre presente e extremamente respeitada. É lindo poder ouvir cantos de passáros tão diferentes, ou ver animais os quais só via nos livros durante a faculdade. Ainda faltam muitos pra eu desfrutar o prazer de ver, como os Cangurus, os Coalas, o Ornitorrinco e mesmo Baleias, mas viver em um lugar onde isso é possível já é magnífico!
As aves são lindas e aqui perto de casa há sempre uma muito colorida, eu ainda não consegui fotografá-la, mas tentarei. 
Também estou me organizando para poder ver todos esses animais de perto, espero que em breve eu possa realizar mais esse sonho :)

A natureza e a cidade juntas
Diversidade

Essa não fica só por conta da natureza, em Sydney a diversidade de nacionalidades e línguas é gigantesca, a maior parte da população nem tem o inglês como sua primeira língua, e assim como no Brasil, não existe nínguem com "cara de aussie" as misturas e imigrações fizeram o povo ser misto e por isso bonito!

"Existem mais de 250 línguas diferentes faladas em Sydney e cerca de um terço dos moradores falam em casa uma língua diferente do inglês

Ainda há muita coisa pra se conhecer e muito mais pra se falar dessa cidade incrível. Isolada, longe de tudo, mas certamente fascinante, todo dia uma nova descoberta e uma nova forma de ver o mundo!

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Holanda e as boas lembrancas

Estou tendo idéias bacanas de como abordar minhas primeiras impressões de Sydney, mas ainda estou confusa sobre algumas coisas, e queria poder fotografar pra ilustrar outras, então fica pra uma próxima.

Quando cheguei na Austrália, e também por todas as primeiras impressões que tive aqui, seria impossível não me lembrar ou, mesmo que inutilmente, comparar com onde eu estive até vir pra cá: Holanda.

Ah a Holanda, que lugar!!!Foram 11 meses de uma mistura de amor e estranhamento única e intensa. Postei no meu facebook sobre alguns dos momentos e sensações que a Holanda me proporcionou, todos eles positivos, houveram muitos negativos também, mas no calor do saudosismo eu foquei na felicidade, que foi o que tive 90% do meu tempo nas terras baixas.

Um país limpo, feliz, saudável, pacífico, lindo e amigável. Vou repostar aqui o que havia escrito lá.

Na Holanda também tivemos problemas como todo mundo tem em qq lugar, pq a vida é assim mesmo e eu levarei tudo como aprendizado, mas durante os 11 meses em 90% do tempo eu fui feliz! Pq a Holanda assim é, e dai que o sol é raro?

Mas quando ele resolve aparecer <3
  • Me proporcionou momentos unicos como acordar com a rua branca de neve pela primeira vez na minha vida.
Sonho de infância, adolescência e fase adulta realizado. Não consigo nem descrever a sensação.....
  • Ver campos com incontáveis flores em um país no qual o sol não aparece sempre.
A Holanda é o maior exportador de flores do mundo, espalhando amor e beleza por aí
  • Bicicleta é uma delícia, usavamos pra td e qq coisa, tds os dias! Já sinto falta!

Que saudade da minha magrelinha, a coitada aguentou cada uma, firme e forte como os bons amigos devem ser
  • E dai que ta chovendo (água, gelo, neve)? Vc tem coisas a fazer, vá viver a vida (de preferencia de bicicleta)
Bota a bike na neve amigue!

  • Conheci gente de culturas diferentes e todas educadas e gentis. Quantos papos legais!
  • Aprendi a fazer coisas que não sabia que seria capaz (nem que precisaria um dia): isso deve dar um post mais pra frente também 
  • A comer granulado no pão (mais gostoso do que vc imagina): eu não tenho foto porque comi antes de tirar hahahahaha
  • A dar bom dia em holandês pros vizinhos (e pros gatos dos vizinhos)

Nosso vizinho holandês mais querido

  • Morei em uma casa com janelas gigantescas voltadas pra calçada, e ninguem ligava pro que tinha la dentro.

e de vez em quando tinhamos visitas por elas

  • Sinto saudade do "trânsito" causado por uma travessia de gansos ou pq alguma ponte subiu para um barco passar pelo canal.
Até os animais eram tranquilos por lá

  • Nós tinhamos nossas barracas favoritas na feira, isso é qualidade de vida fala ai?
Não tinha pastel na feira, mas tinha peixe frito, batata frita e haring no pão <3
  • E tantas outras pequenas coisas, momentos singelos do dia a dia que me ensinaram a levar a vida mais leve, desacelerar, não me importar tanto assim com o que o outro pensa (sigo aprendendo).
  • Minha gratidão é maior que o território holandes e eterna! Ao país e ao povo que faz por merecer um lugar tão maravilhoso!

Dank u wel!

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

O milésimo recomeço

Este título tem dois significados, é ao mesmo tempo uma auto crítica ao fato de eu sempre voltar com um blog que nunca foi pra frente (por culpa total e apenas minha), e por que minha vida está um eterno recomeço.

Sempre amei a idéia de blog, desde os tempos da internet lentinha e da adolescência, tive fotolog, blog com amigas, blog sozinha, blog sozinha de novo, tentei ser da equipe de blogs famosos de assuntos que gosto, e essas coisas todas, mas achei que seria definitivo quando eu estivesse vivendo coisas bacanas, interessantes e diferentes.

Essas coisas bacanas, interessantes e diferentes que eu pensava aconteceram em diversos momentos, de diferentes formas e eu sempre achei que haveria de vir uma outra situação mais bacana, mais interessante e bem mais diferente. Fora que nunca soube trabalhar meu meu tempo livre. 

Eu fui morar sozinha aos 19 anos pra fazer faculdade no Paraná e nunca havia saído do meu estado nem a passeio (São Paulo, vai que alguém não sabe kkkkk), eu podia ter começado um blog aí, mas não, tive um fotolog somente e era divertido até hahahahaha.

Voltei pra minha cidade pra tentar realizar um objetivo que criei e alimentei durante toda a faculdade, fazer mestrado na USP. Fiz durante 2 anos e meio e não escrevi nada sobre essa experiência, mas nesse caso foram tantos os motivos que daria um livro e não um blog propriamente dito (e um livro bem chato, mas isso fica pra uma próxima).

Me casei, acabei o mestrado e me mudei pra França, foi aí que tomei a coragem de colocar o blog em prática “cara, agora não tem desculpa”, a coisa bacana, interessante e diferente não podia ser mais que isso né? Morei lá por 6 meses, escrevi uns 3 posts, e nunca mostrei pra ninguém. Tenho esse problema de auto estima e insegurança e sempre acho que ninguém vai gostar, depois desse tempinho rodando por ai tenho aprendido (na dor) a ser diferente.  

Me mudei da França e fui pra Holanda (whaaaat?), morei por 11 meses lá e nunca escrevi um post sobre a terra laranja. Ambas, a França e a Holanda, me deram tanta vida, história, vivência, felicidade, problemas e como assim eu não escrevi nada??

Por fim estou na Autrália (gente, parou...hahahahaha), até agora sem internet em casa e tomei uma nova coragem (vai entender), mesmo que ninguém leia ou goste acho que esta é hora de começar a escrever sobre minhas experiências, coisas bacanas que aprendi por minhas andanças e quem sabe isso ajude meus amigos e minha família (ou algum perdido pelas webs), ou os divirta em um momento de insônia não é?

Vou escrever meio sem ordem cronológica, conforme eu for me lembrando mesmo, ou tendo idéias legais de como escrever sobre as coisas. A idéia é apenas registrar e escrever as minhas lembranças e experiências pra mim, meus amigos, família e quem mais estiver afim de ler.


Será que agora vai? Façam suas apostas hahahahaha